VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, GÊNERO E RELIGIÃO: PERCEPÇÕES E PRÁTICAS

Tratamos de abordar aqui a complexa relação entre violência doméstica, gênero e religião, apontando dinâmicas culturais e sociais que concorrem para a sua naturalização e moldam as escolhas e possibilidades de saída das mulheres de situações de violência. Procuramos analisar os limites e avanços nas...

Ausführliche Beschreibung

Gespeichert in:  
Bibliographische Detailangaben
1. VerfasserIn: Santos, Naira Pinheiro dos (Verfasst von)
Medienart: Elektronisch Aufsatz
Sprache:Portugiesisch
Verfügbarkeit prüfen: HBZ Gateway
Fernleihe:Fernleihe für die Fachinformationsdienste
Veröffentlicht: 2024
In: Mandrágora
Jahr: 2024, Band: 30, Heft: 2, Seiten: 102-128
weitere Schlagwörter:B Violência doméstica
B Religião
B Gênero
Online-Zugang: Volltext (kostenfrei)
Volltext (kostenfrei)
Beschreibung
Zusammenfassung:Tratamos de abordar aqui a complexa relação entre violência doméstica, gênero e religião, apontando dinâmicas culturais e sociais que concorrem para a sua naturalização e moldam as escolhas e possibilidades de saída das mulheres de situações de violência. Procuramos analisar os limites e avanços nas percepções e práticas de enfrentamento da violência. Observa-se que a religião joga um papel relevante, sendo evocada tanto publicamente, quanto na intimidade de relações pessoais, podendo operar como justificativa para a manutenção ou para a ruptura de ações violentas, ou ainda, eventualmente, como espaço de acolhimento. Ao analisar dados da pesquisa DataSenado (2023), constata-se que, no que concerne à permanência em relações violentas, embora entre as católicas verifique-se um índice ligeiramente superior à média, as evangélicas surpreendem por apresentarem taxa semelhante ao do conjunto das mulheres em 2023, e significativamente inferior à observada em pesquisa DataSenado de 2013, o que sugere nuances nas interpretações religiosas sobre separação e família. Destaca-se também o alto índice de mulheres que declararam ter buscado a igreja por ocasião da última agressão sofrida,- 61% das evangélicas e 43% das católicas - o que se apresenta como desafio e oportunidade estratégica para o poder público.
ISSN:2176-0985
Enthält:Enthalten in: Mandrágora
Persistent identifiers:DOI: 10.15603/2176-0985/mandragora.v30n2p102-128